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05/01, ÀS 03:29

Vivendi recruta Amos Genish para convergência digital

Geraldo Samor
Depois de construir empresas e hipnotizar investidores, Amos Genish vai fazer os feudos de um império conversarem entre si. Ou pelo menos tentar.
 
A Vivendi — o conglomerado de mídia e telecom do bilionário francês Vincent Bolloré — acaba de anunciar Genish como seu ‘chief convergence officer’, um novo cargo a partir do qual Amos vai supervisionar "a convergência entre conteúdo, plataformas e distribuição."
 
O movimento coloca o respeitado ex-CEO da Telefonica Brasil no alto escalão da empresa que controla a TIM Brasil, concorrente da Vivo.  Amos ficará baseado em Paris e Londres.

A Vivendi — que Bolloré controla com 20,6% do capital — é uma coleção confusa de empresas com poucas sinergias entre si no estado atual.
 
Seus principais ativos são o Canal+, a maior operadora de TV a cabo da França, e a Universal Music, a maior gravadora do mundo, com 55 selos diferentes.
 
Outros ativos incluem a empresa de vídeo game Gameloft; o Dailymotion, um dos maiores sites de agregação de vídeo do mundo (como o YouTube); a StudioCanal, uma produtora e distribuidora de filmes; e uma participação de 28,8% (e crescente) na Mediaset, a operadora de TV a cabo italiana fundada por Silvio Berlusconi.  A Mediaset colocou os dois bilionários em rota de colisão.  Quando atingir 30%, a lei italiana obrigará a Vivendi a fazer uma oferta pública pela empresa. Berlusconi resiste.
 
Como se não bastasse tudo isso, a Vivendi é dona de 25% da Telecom Italia, uma participação que lhe garante o controle da empresa.
 
Bolloré e Amos, é claro, já se conhecem de outros carnavais.
 
Há oito anos, a Vivendi comprou a GVT e fez de Amos um bilionário.  Em 2014, Bolloré revendeu a empresa para a Telefonica por US$ 9,3 bilhões — o pagamento incluiu dinheiro, 7,4% da Telefonica Brasil e 5,7% da Telecom Italia.
 
Amos e a Vivendi vão entrar na corrida da convergência pelo menos sete anos depois da integração entre conteúdo e distribuição começar nos EUA.  Em 2010, a Comcast — então a maior companhia de cabo dos EUA — comprou 51% da NBC Universal da General Electric. (Em 2013, a GE vendeu o resto, e a Comcast passou a ser a única acionista.)  Alguns anos antes, em 2004, a Comcast tentou uma oferta hostil pela Disney — US$54 bilhões pelo equity, e US$66 bilhões se incluída a dívida — mas não foi bem sucedida.
 
A AT&T está no meio de compra da Time Warner, outra transação que vai gerar verticalização entre conteúdo e plataforma — isso, se o Departamento de Justiça de Donald Trump não tiver outras ideias.
 
E, no início de dezembro, a Fox de Rupert Murdoch fez uma oferta para comprar os 60% da Sky que ainda não lhe pertencem.
 
Para tristeza dos acionistas da Vivo, Amos renunciou ao cargo de CEO em outubro citando motivos pessoais, depois de um longo histórico de geração de riqueza.
 
Ontem, a Telefonica Brasil anunciou que Amos renunciou a seu assento no conselho.  Ele também era membro do comitê de estratégia da empresa.
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