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11/05, ÀS 08:00

O Magazine quer R$1bi, mas Luiza não é vendedora

Geraldo Samor
Nos últimos dias, o Magazine Luiza manteve conversas com bancos de investimento com vistas a uma oferta de ações da ordem de R$ 1 bilhão.

As discussões foram noticiadas ontem, com exclusividade, pela Coluna do Broadcast, levando a empresa a confirmá-las num Fato Relevante à noite.

Mas ao contrário do que muita gente presume, a família Trajano, controladora do Magazine, não está pensando em vender ações e botar dinheiro no bolso — mesmo após uma alta épica de 720% no último ano.

Nas conversas com os bancos, o que está sendo discutido é levantar dinheiro para o caixa da companhia (uma oferta primária) para, nas palavras de uma fonte, “adequar a estrutura de capital ao tamanho da empresa,” que já vale R$6,2 bilhões na Bovespa.

No papel, o Magazine Luiza está longe de ser considerado muito alavancado.  A dívida líquida da companhia equivale a 1,5x sua geração de caixa anual — metade do nível de endividamento máximo com que a empresa se comprometeu com os credores.

Ainda que a dívida bancária não seja um problema, o management tem dito aos bancos que quer reduzir o custo financeiro associado ao desconto de recebíveis de cartão de crédito.

Se levantar R$1 bilhão, o Magazine passará de uma dívida líquida de R$ 400 milhões para um caixa líquido de R$ 600 milhões.

Num momento em que a Via Varejo está à venda e a Máquina de Vendas periclita à beira da RJ, os planos do Magazine devem gerar especulação de que Luiz Helena tem algum alvo em vista.

Mas, segundo fontes envolvidas nas conversas, comprar concorrentes com sobreposição geográfica às lojas do próprio Magazine não está nos planos da empresa. Em vez disso, o foco do Magazine é se tornar cada vez mais uma empresa multicanal e digital (este ano, quase 30% do faturamento deverá vir de vendas online).
 
Em abril, o Magazine adquiriu a Integra Commerce, startup especializada na integração e gestão do relacionamento entre lojistas e marketplaces. Parte do novo capital deve apoiar novas aquisições que suportem o crescimento da plataforma de marketplace, que a empresa lançou em setembro. 

No último ano, a ação do Magazine subiu inacreditáveis 720% para R$ 280.
 
A preços de hoje, o Magazine está sendo negociado a 0,5x seu faturamento bruto, um valuation que costuma balizar M&As no setor envolvendo empresas saudáveis. No ano passado, o Magazine teve um faturamento bruto de R$11,8 bilhões.
 
Na esteira da crise de 2015, em que o varejo de móveis e linha branca foi um dos mais afetados, o Magazine viu grandes concorrentes se complicarem. Ao mesmo tempo, o esforço de vendas online do Magazine — foco do então COO Frederico Trajano — compensou parte da queda das lojas físicas em 2015 e continuou aumentando como share do resultado em 2016, a ponto de representar 25% das vendas totais da empresa ano passado.

Quando fez seu IPO em 2011, o Magazine levantou cerca de R$ 600 milhões vendendo sua ação a R$16 (o que equivale a R$128 depois do grupamento de 8:1 feito em 2015). Na época do IPO, ao ver que a ação seria precificada no piso da faixa que ia de R$16 a R$21, a empresa decidiu ser conservadora e limitar o tamanho da oferta. 

Seis anos depois, mais satisfeito com o preço que vê na tela, o Magazine quer voltar ao mercado para capturar a diferença.
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