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28/03, ÀS 11:45

Forbes, símbolo do capitalismo, pode passar de chinês a chinês

Geraldo Samor

A revista Forbes, uma das marcas mais reconhecidas do capitalismo americano, está prestes a achar um novo dono — muito provavelmente, seu segundo proprietário chinês em menos de três anos.

Um dos interessados na revista é o HNA Group, o conglomerado chinês com negócios substanciais em aviação e turismo, e o preço seria 'pelo menos' US$ 400 milhões.

A Reuters noticiou as conversas esta madrugada com exclusividade.

O HNA já tem asas no Brasil.  Desde 2015, o grupo é o maior acionista da Azul com 23,7% da empresa, e, segundo o Globo, está negociando a compra da participação da Odebrecht na concessão do Galeão.

Num lance ainda mais ousado, o HNA pagou US$ 6,5 bilhões por 25% da Hilton Worldwide Holdings, dona da rede de hoteis de mesmo nome, além de ter comprado a bandeira Radisson e a Swissport, a operadora aeroportuária de cargas. 

Falando sobre o interesse na Forbes, uma fonte disse à Reuters que, “daqui pra frente, o HNA vai continuar a procurar ativos de mídia de boa qualidade, domésticos ou internacionais”, e que o conglomerado “quer exibir as publicações nas quais investiu em seus aviões e hoteis ao redor do mundo."

O atual dono da Forbes Media LLC é o Integrated Whale Media (IWM), um consórcio de investidores asiáticos baseado em Hong Kong que controla 95% do capital da empresa (que continua domiciliada nos EUA e com a supervisão editorial da família Forbes). Segundo as fontes, o IWM também está conversando com uma companhia de mídia chinesa e procurando outros interessados.

Fundada pelo jornalista financeiro Bertie Charles Forbes há exatos 100 anos, a Forbes permaneceu na família que lhe deu origem até meados de 2014, quando o neto do fundador, Steve Forbes, vendeu a companhia para o IWM por um valor estimado de US$ 475 milhões.  Anos antes, a família já vendera 45% da empresa para a Elevation Partners, uma gestora de venture capital, por US$ 240 milhões.

Outros interessados podem incluir a Fosun, controladora da Rio Bravo no Brasil, e a Axel Springer, editora alemã que publica a Forbes na Rússia e que recentemente comprou o site Business Insider.  Ambas as empresas disputaram uma participação na Forbes quando a família fez negócio com a IWM, há três anos.

A Reuters lembrou que as negociações para a venda acontecem num momento em que a China busca aumentar seu ‘soft power’ — a influência política e cultural que pode ser exercida, por exemplo, por meio da cultura e de marcas poderosas.

A Forbes tem 37 edições locais — impressas sob licença — que alcançam 63 países em 21 línguas, além de 24 websites internacionais e franquias reconhecidas tais como: sua lista de bilionários globais; a 'Forbes 400', uma lista das pessoas mais ricas dos EUA; e a '30 Under 30', uma lista de jovens adultos que se destacam em cada área.  A revista também abriu novas fontes de receita emprestando sua marca a conferências, imóveis de alto padrão, educação e serviços financeiros.

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